Soletra a palavra mágica e os seus doces olhos castanho-chocolate cintilam como se a magia começasse aqui e agora. Soltam-se de imediato mil pós de perlimpimpim e entra no mundo dos sonhos. Imagina-se a princesa do seu castelo e não se importa que o príncipe já tenha sido um sapo. Faz planos para o futuro sem esquecer o happy end!!!
E os olhos sorriem. E imagino-lhe, no interior, um coração feliz e apaixonado. E deixo-a sonhar. Deixo-a ser a menina Cin-de-re-la. Porque também já o fui ( e talvez ainda o seja). Porque acredito que é preciso sonhar a felicidade para a poder viver em pleno. E pode ser aqui e agora...
P.S. para a minha Cin-de-re-la, a L.
Amigas, colegas de trabalho, confidentes e sobretudo cúmplices na escrita. Marlene Silva e Paula Machado
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quarta-feira, 16 de março de 2011
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Crónica d'Hoje
Amélia não tinha ainda cinco anos quando os pais se separaram. É, por isso, que agora mal se recorda da vida quando eram apenas os três. Será que alguma vez existiu? São tantas hoje as pessoas que gravitam à volta dos três... O novo marido da mãe. A nova esposa do pai. Os novos irmãos de um lado e do outro. Os novos avós, as famílias que o padrasto e a madrasta trouxeram consigo às suas vidas. Tanta gente... E, no entanto, nunca mais voltou a sentir-se tão acompanhada como quando eram só os três. "És já uma mulherzinha, tens de cuidar dos teus irmãos". "Nunca queres estar comigo e com a Inês e este é o nosso fim-de-semana. Preferes o Leonardo ao teu próprio pai, que sou eu". "A tua mãe só pensa em dinheiro. Eu tenho mais uma família para sustentar". Atiravam-lhe. Mas e ela? Quem pensa nela? Quem cuida dela? Eles pensam que o fazem. Mas por que se sente ela sempre tão sozinha?
Marlene Silva
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Ondas que brincam...
As ondas são crianças. Não sabiam? Mas são. São crianças e traquinas. Seguem-se umas às outras em corridas que só terminam na areia. Hoje, um pequeno grupo juntou-se numa roda e todas elas dançavam. Alegres. Dançavam aos pulos e até esbarrar umas nas outras. Umas por cima das outras. A rir. Às gargalhadas.
Marlene Silva
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